quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Futebol aliena?

Futebol aliena. Os militares diziam que o movimento cultural dos anos 60, o mais profícuo da história recente, alienava. Hoje, algumas pessoas descem alguns degraus para poder acompanhar a história, por conta do retrocesso daqueles tempos. E futebol aliena, exagerada atenção na alimentação com restrições radicais de proteínas e etc, aliena muito mais. Saber o que é o bem e não fazer aliena muitíssimo mais. Perder tempo com vida alheia então, é o que mais aliena. Não dou conta de assistir uma partida de futebol. Vejo resultados de tempos em tempos. Mas o futebol tem as regras da vida. Saber se defender quando é preciso, saber se organizar para atingir o objetivo. Fazer o objetivo acontecer. Saber ganhar. Saber perder. É a vida. E para muitos alienados, aliena!

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

SILENCIOSOS E TRÊMULOS

                    
Valham-me todos os homens e mulheres bons do planeta,
Aqueles que ainda não se sujaram com a nódoa  da inveja.
da dissimulação e do interesse escuso.
Aqueles que não se venderam pelo primeiro pedaço de elogio falso
Ou pelo primeiro naco de pão bolorento do escárnio.
Um pão apetitoso e crescido na aparência.

Que o status de poder ridículo pôde comprar.
Valham-me homens e mulheres que não se aguentam estar sob tentação
Pois não seguram em si mesmos, precisam de âncoras, de ouvir um não.
E precisam estar amarrados nas correntes fortes de uma religião
Porque se estiverem soltos
 são mais perigosos do que o mais perigoso bandido.

Salve Barrabás dos novos tempos, ainda não convertido,
Homem humano com defeitos inconscientes
Salve os inconscientes que são vítimas dos párias ditos conscientes
Se sustentam através de mandamentos do medo
E se encaminham placidamente para uma outra rota, o lodaçal
Só se contentam com os louros que  angariam
Razão para o planeta estar desse jeito como o vôo cego de um escaravelho.
Salvem-se do banquete vilipendiado com guloseimas insípidas


Não quero estar neste jantar de  sorrisos e dentes postiços
Risos estridentes que escondem uma face mórbida
Que pousam de uma inexistente alegria
Papagaios do novo mundo com um padrão decorado.

Assim, eu tô feliz... ( infelicidade estampada!)
Assim, to me sentindo bem... ( incômodo visível!)
Assim, eu amo a todos ( menos fulano, beltrano e cicrano!)
Assim, a vida é bela ( só palavras!)

Palmas, presentes, pompas, percepções poluídas
Se abrem para o rei de araque e maltratam os súditos.
E se passam por simpáticos e inofensivos
Homens e mulheres que não são o que querem ser,
e sendo o que são,  são nocivos naturalmente.
E fingem que estão quase sãos, estando moribundos.

A eles digo: “Salvem-se todos os dias, sendo verdadeiros,
Não se escondam atrás de algo tão sagrado!
Não abusem, mesmo sem perceber, do sacrifício do grande mensageiro”
O grande espelho do travesseiro está com vocês todos os dias
Não há erro quando no escuro do quarto,
os seus corações lhes mostra quem realmente são.
E a quem desobedecem, e a quem obedecem.

Ah se o mundo pudesse ouvir seus sussurros mudos de dor,
Não conseguirão, essa dúzia, camuflarem a vida inteira,
 pois apesar de ter colunas fortes próximas das suas mãos,
Construíram suas próprias colunas, de bolhas de sabão;
Por demais frágeis, débeis, sem apoio.
 O Verdadeiro sabe disso e muito mais homens saberão. 

Andam um passo para frente e dois para trás, iludidos.
Vagueiam em círculos, e contraditórios, tem pena do mundo,
Querem ser professores do mundo, mandar, ensinar.
E o mundo , que eles desprezam, consegue ser mais limpo.
Veem apenas com os olhos da face e a flor que carregam não exala perfume
Porque simplesmente não é Flor.

Há muito tempo eles se afastaram da Flor, não são jardineiros,
Não sabem zelar nem nunca souberam.
São comerciantes de flores artificiais, que triste..
Por isso digo, valham-me todos os corações limpos do mundo
Que ainda estão imaculados, cujas mãos estão livres de algemas
Cujos passos estão  trilhando um caminho de luz
Cujas frontes se direcionam para o alto e o norte
Cujas bocas só falam o que o bom coração sente.
Cujo corações só sentem o amor original e primeiro

A eles eu devoto confiança de irmão
De gesto sincero alimento minha alma
Digerimos demais o sorriso escancarado, mascarado e solto, isso não mais.
De generais patrulhadores da vida alheia estamos fartos, basta!
Tanto há o que fazer e se perde tanto com o que não importa
Tantos corações pisoteados com olhares esguios e soturnos.
Tantos olhares altivos, de servis que querem ser servidos fartamente, sem firmeza.

Na ceia prazerosa, pratos saborosos e sobremesas doces.
Prefiro os soldados benevolentes do exército da paz.
Que passam a pão e água, felizes e satisfeitos.
Ou melhor, prefiro a paz sem  farda, coturno e chicote.
Prefiro a Paz sem decoração, sem generosidade cruel.
Ela, do jeito que foi criada,
Sem gestos de teatralidade.
Nem escondida nas masmorras das consciências sujas.

(OCV) 25/05/2015

terça-feira, 11 de agosto de 2015

SORRIA!

Feliz de quem tem os seus problemas
e mesmo assim, sorri:

"Sorria, embora seu coração esteja doendo
Sorria, mesmo que ele esteja partido
Quando há nuvens no céu,
Você conseguirá...

Se você sorrir
Com seu medo e tristeza
Sorria e talvez amanhã
Você verá o sol brilhando, para você

Ilumine seu rosto com alegria
Esconda qualquer traço de tristeza
Embora uma lágrima possa estar tão próxima
Esse é o tempo que você tem que continuar tentando
Sorria, o que adianta chorar?
Você descobrirá que a vida ainda continua
Se você apenas sorrir

Este é o momento que você tem que continuar tentando
Sorria, de que adianta chorar?
Você descobrirá que a vida ainda continua
Se você apenas sorrir" ( Charles Chaplin)

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Ilusão

boas almas para
bom dinheiro para
bons propósitos para
boas palestras para
boas reuniões para
bons coronéis para
poucos comandantes para
muitos comandados para
alguns medalhões para
pensarem que são boas almas
pensarem que não é pelo dinheiro
se iludirem pelas intenções medonhas
se confundirem com assuntos menores
mandar soldados rasos para prisão
ensinar o que não sabem
aceitarem cegamente os de araque
olharem no espelho e se sentirem reis

OITENTA POR CENTO



E eles dizem: "Sim, somos mais fortes, produzimos mais
Fazemos o Brasil crescer, somos a máquina propulsora, a força motriz
Não precisamos daqueles pobres miseráveis que nos sugam”
Sugam como carrapatos, enquanto nós fazemos o que precisa ser feito
E eles dizem : “Somos mais, mais inteligentes, mais brancos, mais bonitos,
temos mais a cara da civilização! Não passamos vergonha no Brasil
Sim, sabemos falar inglês enquanto vocês nem mascam o português"


Tom zé foi para a suíça fazer um show, quase anão, cara de fome,
 nordestino de Irará, na Bahia.
E o suíço esbravejou com ele, e ele disse “Vá para a porra!”
Então se forem realmente corajosos, ou melhor, ousados, 
 digam vocês que se vangloriam produzir 80% do PIB:


“ Vá para a porra Jorge amado
Dorival Caymmi, Dominguinhos, Luiz Gonzaga, Caetano Veloso”
Digam se a sua audácia verborrágica burguesa deixar:
“Vá para a porra, Gilberto Gil, Castro Alves, Euclides da Cunha.”
Digam, vamos ver até onde sua petulância chega, 
vocês que  produzem PIB tão alto
Tenham a coragem de Tom Zé! Aquele nanico de gente.
Digam “Vá para a porra" para  Roberta Sá, Dorgival Dantas, Marinês”


Vocês  produzem  oitenta por cento da riqueza do país
Por isso acham que o país é de vocês, Rio, Minas e São Paulo. E pronto!”
E vocês dizem: “A riqueza cultural, é nada! Que riqueza cultural o quê!!!
Isso é bobagem. Riqueza cultural é frequentar vernissages, fasano.
Ir para a Europa nas férias, comer “Fois Gras” com vinho portugês e postar no Instagran ou facebook, como se disesse. "Eu sou phoda"


Somos oitenta por cento do Brasil, gente boa!"
Vocês dizem por dentro:"O Norte e nordeste tem um bando de peregrinos famintos percorrendo as ruas no Círio, que grande alienação"
Vocês dizem Pensam que basta viver de fé, enquanto nós, não!
Cultuam Padre Cícero"
E dizem: "Nos estudamos nas melhores faculdades, nós fabricamos os carros
Tudo bem, o aço vem daí do Norte, que produz minério a flor da pele.
Nós temos restaurantes chiques que os famintos nordestinos nunca pisarão"


Olha só como a história se repete, tal qual Jesus e seu povo desmerecido, ralé diante de Roma. Ele não eram nada, Vamos coroá-lo com uma coroa de espinhos INRI!"
Vocês dizem: "Sim, somos Roma, temos oitenta por cento, sustentamos vocês
Tudo bem, nos beneficiamos de Tucuruí, mas o que é isso nada  diante
Da nossa grandeza material, das nossas indústrias,
Da nossa colonial síndrome de Portugal, somos os reis
Vocês são nada diante de nós, temos elan, charme de primeiro mundo, it “

Vocês dizem: “tudo aquilo em que acreditamos vocês colocaram por terra
Tudo o que lutamos se perdeu, por causa de vocês,
Miseráveis vendidos e sem inteligência, gente faminta e sem nome”
Vocês dizem: Não, não somos burgueses, trabalhamos,
olha só o suorzinho do meu rosto. Não comemos ratos como vocês”
Vocês dizem: Somos o berço da sociedade cultural,
onde estava instalado os nossos sonhos
Que vocês ousaram ruir , vocês que não sabem circular pela nata.


Vocês dizem: Somos de  Minas, Rio e São Paulo, oitenta por cento do PIB”
Do PIB entenderam? Vocês nem sabem o que significa PIB”
Vocês dizem “O PIB do  João do Vale não é nada, nem de Jackson do pandeiro
Nem de Alceu Valença, Zé Ramalho e Fágner.
Nossos aparelhos são digitais, que vocês nunca saberão lidar, seu analógicos de uma figa!
Somos oitenta por cento carregando a nação
Oitenta por cento de burguesia, PIB e falta de visão.”


E tem deles que falam, “Não, eu fui pobre,
Minha bisavó era preta, eu lutei para me formar. Passei fome”.
Eu digo: Voces não sabem o que é fome, bando de zé mané!
Lutar para se formar não é preciso, não
Vocês tem que lutar para acordar, por o pé no chão
E se sentir o que realmente é o Brasil. Sair da Ilusão.
Não são melhores que ninguém, são vítimas de sua própria soberba


São descerebrados inúteis, cachorrinhos de madame.
São e serão catapultados pela própria arrogância do PIB
São e serão sempre derrotados por vocês mesmos,
São e serão meninos mimados, que quando contariados
Lutam a guerra tola das crianças que não ganharam presentes de natal
Conheçam o Brasil, saiam das salas frias, saiam do inverninho europeu
Saiam do Happy hour, do papo cabeça, com a cuca cheia de chopp
E venham ver a senzala que o seu PIB produziu.



O Brasil é gente, não somos números, não nos reduzam a vinte por cento
Ou então se encham de coragem, mas eu digo coragem!
E peçam com força a divisão, com todas as letras.
Não somos culpados dos jogos de bastidores que não participamos
Apenas vivemos, levantamos cedo, trabalhamos e lutamos
Para o Zé não passar fome, para o Chiquinho ter o leite
Leite que vocês produzem, pois são oitenta por cento do PIB
E aprendam de uma vez, burgueses que se rebelam  por assim sê-lo


“Gente nasceu para brilhar e não para morrer de fome”

domingo, 9 de agosto de 2015

Dotô Coraçãozista - Jessier Quirino


Velho Poema Novo de Paz

Eu preparei tudo para fazer um poema novo de Paz.
Conforme minha mãe pediu.
Mas não existe Paz para assuntos de poema novo
Ou não existem novos que se atrevam a falar que existe sim a Paz. E que ela foi dita, desnuda, vestida e está por aí.
Tudo já foi dito, tudo já foi pensado, criado
Os sabidos existem, existem os críticos vorazes
Os donos do pensamento humano
Os pedantes que escrevem sobre os temas que nem eles mesmos sabem, até sobre a paz, o amor.Paz!!!
Não são inocentes, se fazem inocentes
Mandam, vendem, gostam de falar, de ser entrevistados
Amam os holofotes e não sabem que ninguém os vê
Apenas mandam, e apenas querem ser obedecidos
Eles amam mandar. Tudo certo,  pois nesses anos todos
Milhões foram preparados, ou melhor, só sabem obedecer
E quando não tem ninguém para obedecer, obedecem assiduamente
Ao primeiro pensamento de comando que lhes vem a cabeça.
Se dizem que é assim, é porque é!E se quem falou sabe mais, é porque é!
E sabe mais é porque ocupa o posto maior. Posto?
Os poemas existem para ser compreendidos,
Até podem ser  mal interpretados, mas são corretos,
Quando vem do coração.
 “ora direis ouvir estrelas” não é de Belchior
E quem irá dizê-lo menor que Bilac? A  popularidade? Ou a falta?
A condensação de palavras ou a leveza delas?
“Qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa” é pouco para você?
 assim como Fontenelle fez com Bilac,  Cândido Lopes  fez com Cecília,
E Emanuel Viana  com Pessoa.
Que estupidez tremenda, pensar que há algo novo nesse mundo
Novo mesmo sou eu e você, velhos abestalhados
Ou o abobado Uáiss ditador  de letras 
Como seus ossos brancos e alma fria
Que por moedas tentou deturpar os mistérios das palavras.
Tudo é tão velho como minha nova barba branca
Talvez por isto Ernest não suportou essa vida,
Não teve paciência de  saber que há algo maior
Não quis  voar nas asas do tempo, velejar no mar da incompreensão, como o velho,  para trazer um fôlego novo
Eu mesmo gostaria de “inverter o tempo e interditar a rota do destino”
Tempo que que o caboclo  Niestzchie fez e desfez o tempo e o homem.
Sim, um caboclo com sabência do ser humano, o "Nite".
E mesmo assim sofreu mais do que o sofrimento do cavalo
Quando viu um insano saraiva-lo com cruel violência
Foi a desesperança com os homens
Ele aterrorizou-se, abraçou o animal pelo pescoço, chorou
Chorou. Chorou. Alí Nietzsche morreu!
 Ali morreu um homem que descobriu a beleza
  do homem nos olhos de sofrimento de um cavalo.
Alí morreu um homem que sabia que a beleza do homem não era essa crueza ignorante que permeia o mundo
Alí morreu, vivo, um homem que descobriu o homem morto
E eu, um mínimo observador de mim mesmo, de meus medos, de meus fracassos
De meus desenganos, de meus sofrimentos, de minha depressão, de minhas angústias
Não posso externa-las pelo temor de mim mesmo a pedido de minha mãe?
O mundo está cheio de chicoteadores de animais
O mundo está cheio de animais como o cavalo abraçado por Nietzsche
O mundo não está precisando de Nietzsche
Ele veio só tirar o chicote da mão de quem gosta de dar saraivadas.
O mundo não está precisando de cavalos
Cavalos, entenderam?
Não Nietzsche,
Não Saraivadas,
Não Lordes.
O mundo está precisando de homens.
O mundo está precisando de Paz.

Olinto declama os poemas Feirante de Marcílio Menezes e Pruquê de Pompílio Diniz


paz, busca incessante

Paz, busca incessante. Incessante? Mas incessante é aquilo que não cessa, não para! Quem teria essa capacidade de ter essa  busca incessante da paz, sem ter um segundo de vacilação, um segundo de exasperação, de acesso de fúria, de indignação diante de tantas injustiças que acontecem no mundo?

 Quem teria a condição de manter-se calmo, pacífico e tranquilo no desespero do dia a dia, dos problemas, das contas para pagar, das contas que não tem como ser pagas, dos credores ligando? 

Como não cessar com o propósito da paz diante das notícias cada vez mais próximas de desvios de caráter de pessoas que foram colocadas por nós mesmos em lugares de destaque para resolver problemas que eles se comprometeram em fazer por nós, nos representando.

 Para mim, busca incessante da paz deve vir antecedida de nossas imperfeições. Não há aquele ser humano que permaneça em constante equilíbrio, paz, harmonia e cabeça fria, utilizando um termo menos formal, fora das linhas da literatura e dentro das filas dos bancos, que é o momento exato onde se deve buscar a busca incessante da paz. 

Diante do nervosismo alheio, diante da incompreensão de pessoas mais atormentadas do que nós, que não tem ainda uma noção do que é um mundo justo e perfeito e se acostumou que todas as pessoas são medidas por uma mesma régua e alinhadas por um mesmo prumo, descrentes que estão com os desvios da vida.

 Descontam, algumas vezes em nós, muitas vezes vociferando, descarregando toda aquela mágoa contida na primeira pessoa que lhes dá inadvertidamente um esbarrão, ou uma má notícia. Paz, busca  incessante, em primeiro lugar, tem que ser encarada como realmente é, sem qualquer tipo de ilusão. Hoje em dia, uma utopia, algo a ser construído minimamente por nós, de forma diuturna dentro de nossa família, estendida, pouco a pouco para os próximos, aqueles que se sentam à nossa mesa, aqueles que estão na casa ao lado.

Em primeiro lugar, devemos estudar a origem de cada uma dessas palavras para entende-las de forma correta. Paz! Quem é a Paz? “A Paz esteja entre vós.” Busca. Procura sem trégua, sem arredar-se desse propósito um só milímetro. Que ser humano consegue? Incessante. Incansável.

Haja o que houver, com os dissabores, inglórias, derrotas e fracassos, tão comuns no dia a dia, NÃO CESSAR. Você daria conta? Você é capaz de ter essa fibra, essa força e essa firmeza? Em primeiro lugar, vamos fazer o nosso possível, vamos colocar essa meta dentro de nós, vamos fazer esse o nosso ideal, para um dia termos uma Paz concreta, duradoura, possível e real.

PARA PAULO SILVINO


Eu tenho que rir, mas meu coração está trincando de dor.
Eu tenho que rir,! Mais, eu tenho que fazer rir.
Tenho que deixar de lado meus problemas, angústias, dores
E , em um torpor frenético, me tomar por este personagem,
cuja função é fazer rir. É uma obrigação ter leveza no rosto
É minha obrigação ter olhos brilhantes e cristalinos
Para que, quem olhe para mim, sorria!
Afinal de contas eles não sabem minhas dores, meu desespero,
Minhas faltas, minha mudez diante de problemas
que não sei resolver e não sei se serão resolvidos.
Mas tenho que rir, tenho que enxugar essas lágrimas
que insistem em cair como chuva torrencial!
Tenho que dizer, "sou forte, sou forte"
Mais, tenho que dizer, sou forte e tenho que fazer rir.
Deus sabe a dor que sinto, mas tenho que ser forte,
Preciso ser forte porque quem eu amo precisa de minha força
E ser forte, não sendo, é como se estivéssemos
debaixo de uma chuva que cai a noite inteira.
Só, abraçando a sí próprio e dizendo. Não foi nada, sou forte!