quarta-feira, 19 de junho de 2013

NÃO, NÃO APRENDI AINDA!

Olhando para trás, vejo que eu NÃO APRENDI NADA MESMO, sempre fui  um aprendiz nesta vida, até mesmo quando me chamam de mestre. Nunca  me senti assim pois quem acredita sê-lo na realidade não é e quem quer sê-lo vorazmente é muito menos do que imagina.  As honrarias de qualquer espécie nunca me fascinaram. Deslumbramento não faz parte de mim. As vezes até erro os mesmos erros, o que não é inteligente mas não é proibido. Sou um humano que está aprendendo a ser leal, mas ainda não sou. Sou um homem aprendendo a ser gente, mas ainda não sou. Sou uma pessoa que vive neste mundo não apenas olhando as pessoas, mas convivendo com elas. Sei que é perigoso  conviver com o ser humano,  mas é imprescindível para conhecê-lo e delimitar a faixa amarela da confiança.  Se alguém ultrapassar e transgredir a minha paz, tudo bem. O mundo não acabará por isso.Conviver  com pessoas boas e outras nem tanto não é tão difícil assim, basta ter uma índole de paz e um bom estômago, no caso eu já nem tenho um tão grande assim, o que facilita as coisas. Mas não estou dizendo com isso que não me enraiveço, não sou imune, apesar de não me ‘orgulhar’ disso. Mas é bom saber que não cultivo raiva de ninguém, isso me faz mais tranqüilo em meio a um mundo de tantas intolerâncias e falsidades.  Indignar-se, mais cedo ou mais tarde qualquer pessoa está sujeito, e as vezes é até necessário, como o que estamos vendo hoje nas ruas do Brasil. O que não quero é viver indignado, magoado e com os olhos injetados de rancor malsão, mal escondido lá no fundo do coração. “Quero a felicidade nos olhos de um pai”. Quero ser um homem bom e confiável, e mesmo com tantos exemplos excelentes  ao meu redor, ainda não sou, tenho uma gama de defeitos, mas não desejo o mal de ninguém. Devo, não nego, quem nesse mundo não é devedor?  Pago, também, quem nesse mundo não é pagador? Das qualidades? Não as conto, é minha obrigação ter algumas com a experiência que a vida vem me dando. Confio e muitas vezes esta confiança é desonrada, faz parte da vida, não me acabo por isso. O que não quero é ser o que não sou nem viver o que não penso ou dizer o que não sinto. Mas mesmo assim, não estou livre disso. Porque sou humano e falho. Reconheço-me incapaz de fazer  algumas coisas mas ainda bem que tenho algumas habilidades que me fazem alegre e fazem outras pessoas sorrirem. Sei também que sou feliz por ter amigos sinceros  nesta vida, ter filhos amáveis e que me tem como referência. Ainda sei o que meus filhos fizeram ontem a noite e isso para um pai presente é uma honra sem medidas.  E saber-me falível me faz compreender atitudes, gestos e palavras nocivas de alguns amigos como parte de mim mesmo em alguns momentos. Os momentos as vezes mudam de uma hora para outra. O que era sertão vira cidade. O que era idade vira uma vida. O que era uma vida no próximo segundo, pluft!   De uma coisa estou certo, somos todos navegantes e cada um precisa remar a sua parte para chegarmos no lugar calmo, tranquilo e bom. Me dê a sua mão, vamos reatar a velha amizade. Esqueça o que passou. A vida nos espera, não temos tempo a perder com maus sentimentos. Navegar é preciso, viver também pode ter precisão! E fico com os versos de Milton Nascimento:

“Quero a utopia, quero tudo e mais
Quero a felicidade nos olhos de um pai
Quero a alegria muita gente feliz
Quero que a justiça reine em meu país
Quero a liberdade, quero o vinho e o pão
Quero ser amizade, quero amor, prazer
Quero nossa cidade sempre ensolarada
Os meninos e o povo no poder, eu quero ver
São José da Costa Rica, coração civil
Me inspire no meu sonho de amor Brasil
Se o poeta é o que sonha o que vai ser real
Bom sonhar coisas boas que o homem faz
E esperar pelos frutos no quintal
Sem polícia, nem a milícia, nem feitiço, cadê poder ?
Viva a preguiça viva a malícia que só a gente é que sabe ter
Assim dizendo a minha utopia eu vou levando a vida
Eu viver bem melhor

Doido pra ver o meu sonho teimoso,um dia se realizar”

sexta-feira, 10 de maio de 2013

RASTREAMENTO PELOS CORREIOS

Fiquei tão indignado com uma encomenda extraviada que vou postar aqui o site para acompanhar mercadorias compradas pela internet e outras!

http://migre.me/eutv3

BOM SERVIÇO DA OAB E SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE

 
 
A Diretoria da OAB - Subseção de Parauapebas, Eldorado dos Carajás, Curionópolis e Canaã dos Carajás informa aos advogados que foi conseguido junto a Secretaria de Saúde de Parauapebas a disponibilização de uma equipe do Programa de Imunização de Gripe. 

No próximo dia 14/05/2013 (terça-feira) das 08h às 14h haverá vacinação dos advogados (a) e serventuários do Fórum de Parauapebas-PA. 


terça-feira, 7 de maio de 2013

MEUS HERÓIS NÃO MORRERAM DE OVERDOSE

Meus heróis morreram de vaidade, preguiça, falta de senso, falta de limites, falta de visão. Não deram conta que hoje o que diz a mídia é o que diz "Deus". A voz do povo que escolheu Barrabás é a mesma voz do povo que assiste a novela das nove, sem diferença nenhuma, somente exemplificando que ninguem sabe escolher nada. Minha filha vai na papelaria e so quer o caderno da Hannah Montana. So ele serve. Tenho duas TVs em casa criando teia de aranha e quando saio para comer fora a TV tá ligada e as famílias hipnotizadas comendo e olhando o herói torto da Globo dizer eu te amo pra "mocinha". Faz tempo que não vejo o tal "Fantástico" e não me acho por fora. Ampliaram tanto a visão que a visão se estreitou e eles não perceberam. Quem disse "é proibido proibir" quer que prevaleça só o pensamento dele e as pessoas na sala de jantar tão ocupadas em nascer e morrer.

domingo, 5 de maio de 2013

CONTINUAMOS COM O COMPLEXO DE VIRA LATAS?

(Texto editado na revista Manchete esportiva, a 31 de maio de 1958, e republicado em À sombra das chuteiras imortais - crônicas de futebol (organização de Ruy Castro para a Cia. das Letras, São Paulo, 1993). Trata-se da última crônica antes da estréia do Brasil na Copa de 1958, que, como se sabe, foi a primeira vencida pela Seleção brasileira. Nelson mantinha, nesta publicação, uma coluna chamada "Personagem da semana", o que explica o começo do texto.)


"Hoje vou fazer do escrete o meu numeroso personagem da semana. Os jogadores já partiram e o Brasil vacila entre o pessimismo mais obtuso e a esperança mais frenética. Nas esquinas, nos botecos, por toda parte, há quem esbraveje: - "O Brasil não vai nem se classificar!". E, aqui, eu pergunto: - não será esta atitude negativa o disfarce de um otimismo inconfesso e envergonhado?

Eis a verdade, amigos: - desde 50 que o nosso futebol tem pudor de acreditar em si mesmo. A derrota frente aos uruguaios, na última batalha, ainda faz sofrer, na cara e na alma, qualquer brasileiro. Foi uma humilhação nacional que nada, absolutamente nada, pode curar. Dizem que tudo passa, mas eu vos digo: menos a dor-de-cotovelo que nos ficou dos 2 x 1. E custa crer que um escore tão pequeno possa causar uma dor tão grande. O tempo em vão sobre a derrota. Dir-se- ia que foi ontem, e não há oito anos, que, aos berros, Obdulio arrancou, de nós, o título. Eu disse "arrancou" como poderia dizer: - "extraiu" de nós o título como se fosse um dente.

E, hoje, se negamos o escrete de 58, não tenhamos dúvidas: - é ainda a frustração de 50 que funciona. Gostaríamos talvez de acreditar na seleção. Mas o que nos trava é o seguinte: - o pânico de uma nova e irremediável desilusão. E guardamos, para nós mesmos, qualquer esperança. Só imagino uma coisa: - se o Brasil vence na Suécia, e volta campeão do mundo! Ah, a fé que escondemos, a fé que negamos, rebentaria todas as comportas e 60 milhões de brasileiros iam acabar no hospício. Mas vejamos: - o escrete brasileiro tem, realmente, possibilidades concretas? 

Eu poderia responder, simplesmente, "não". Mas eis a verdade: - eu acredito no brasileiro, e pior do que isso: - sou de um patriotismo inatual e agressivo, digno de um granadeiro bigodudo. Tenho visto jogadores de outros países, inclusive os ex-fabulosos húngaros, que apanharam, aqui, do aspirante-enxertado Flamengo. Pois bem: - não vi ninguém que se comparasse aos nossos. Fala-se num Puskas. Eu contra-argumento com um Ademir, um Didi, um Leônidas, um Jair, um Zizinho.

A pura, a santa verdade é a seguinte: - qualquer jogador brasileiro, quando se desamarra de suas inibições e se põe em estado de graça, é algo de único em matéria de fantasia, de improvisação, de invenção. Em suma: - temos dons em excesso. E só uma coisa nos atrapalha e, por vezes, invalida as nossas qualidades. Quero aludir ao que eu poderia chamar de "complexo de vira-latas". Estou a imaginar o espanto do leitor: - "O que vem a ser isso?". Eu explico.


Por "complexo de vira-latas" entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo. Isto em todos os setores e, sobretudo, no futebol. Dizer que nós nos julgamos "os maiores" é uma cínica inverdade. Em Wembley, por que perdemos? Porque, diante do quadro inglês, louro e sardento, a equipe brasileira ganiu de humildade. Jamais foi tão evidente e, eu diria mesmo, espetacular o nosso vira-latismo. Na já citada vergonha de 50, éramos superiores aos adversários. Além disso, levávamos a vantagem do empate. Pois bem: - e perdemos da maneira mais abjeta. Por um motivo muito simples: -

porque Obdulio nos tratou a pontapés, como se vira-latas fôssemos. Eu vos digo: - o problema do escrete não é mais de futebol, nem de técnica, nem de tática. Absolutamente. É um problema de fé em si mesmo. O brasileiro precisa se convencer de que não é um vira-latas e que tem futebol para dar e vender, lá na Suécia. Uma vez que se convença disso, ponham-no para correr em campo e ele precisará de dez para segurar, como o chinês da anedota. Insisto: - para o escrete, ser ou não ser vira-latas, eis a questão."

quinta-feira, 2 de maio de 2013

É O HUMOR! DE MARLENE VIEIRA

A escritora, pedagoga e contadora de histórias mineira Marlene Campos estará em breve visitando a nossa cidade . O lançamento do seu livro " Histórias da vovó Marlene" ano passado passado em Minas Gerais e aqui em Parauapebas fez com que fosse convidada a ganhar uma cadeira na Academia de letras de Teófilo Otoni-MG. Ela faz palestras em escolas, apresentando toda sua experiência de pedagoga e escritora, e lida formidavelmente bem com as crianças. Seu livro para o público alvo (infantil) e suas crônicas para os jornais são um sucesso, além do blog: www.marleneletrada.blogspot.com. Eu não poderia deixar de mostrar algo de sua autoria aqui neste espaço já que, não por coincidência e com muita satisfação, trata-se da mãe deste blogger. Divirtam-se:


"Prefiro o humor a muita coisa nesta vida. Ele, para mim, é tão importante quanto o amor. O humor “desanuvia” ( conhecem esta palavra?), abre os pulmões em profundos fluxos de gargalhadas.Muitas vezes, o amor isola quem não sabe lidar com ele, leva nosso foco à unilateralidade. O humor é muito mais democrático e abrangente, é dirigido a todos, não tem foco.O que seria da vida sem humor? Veja bem, domingo passado, aquela chuva forte que caiu, tempestade brava, casas caídas, postes no chão, muita gente sem energia elétrica. Calor sufocante, onde ligar o ventilador? Cadê o ar condicionado? Em meio a escuridão, velas na mão, ninguém encontra o fósforo, quase nove horas, tudo escuro. Procura daqui, procura dali, a vovó encontra o fósforo, todos no quintal, o jantar servido na mesa, juntamente com uma enorme vela, iluminando o ambiente. O netinho diz: -- Veja vovó, veja! Ela responde: --O que, meu filho? Hoje nós vamos jantar a luz das velas,!! Ela ri e corrige: Não, menino, o jantar é a luz da “velha”!! Assim, a noite sem luz elétrica se torna iluminada de sorrisos. Imaginem uma casa com cinco humoristas, existe? Com certeza a TV perde feio, é o humor sem fronteiras. A vida so tem sentido com os cinco sentidos em harmonia , o riso é a corrente elétrica que comanda tudo. Que homem ou mulher maravilhosos conseguem manter a chama do amor acesos sem acionar o humor? Que Deus nos livre do mal e de gente de baixo astral, ‘vítima’, ‘pobre coitado’, ai, ai, amém! Esse povo mal humorado deixa sobre as pessoas cargas pesadas, ombros caídos, tempo fechado. Quanto vale uma boa gargalhada? Não tem preço! Nesta vida tudo passa, tudo sempre passará, como diz o Lulu santos, como uma onda no mar, então, mais vale rir do que chorar. Parodiando Zezé de Camargo e Luciano, “É o humooooor!!”

POLARIZANDO

Toda vez que vejo polarização de discussões lembro-me de algo que aprendi na minha adolescência, quando buscava entender o comportamento humano, radical, extremista. Meu pai é assim. Lembro-me que ele tinha uma birra extrema com os militares que naquela época (idos de 70, 80)governavam o País. Um dia um amigo dele o chamou de maniqueísta, porque ele endeusava as coisas que admirava e repugnava ao extremo o que não lhe convinha. O que é maniqueísmo? Só filosofando, para responder ...(rs)

O maniqueísmo é uma forma de pensar simplista em que o mundo é visto como que dividido em dois: o do Bem e o do Mal. A simplificação é uma forma primária do pensamento que reduz os fenômenos humanos a uma relação de causa e efeito, certo e errado, isso ou aquilo, é ou não é. A simplificação é entendida como forma deficiente de pensar, nasce da intolerância ou desconhecimento em relação a verdade do outro e da pressa de entender e reagir ao que lhe apresenta como complexo. "A pressa de saber obstrui o campo da curiosidade e liquida a investigação em muito pouco tempo", declara o psicanalista W. Zusman (A terra sob o poder de Mani, JB/s.d.). A pressa não é só inimiga da perfeição, é também inimiga do diálogo, do pensamento mais elaborado, sobretudo, filosófico e científico.

A expressão maniqueísmo ganhou uso corrente ao definir aquele tipo de pessoa ou aquele tipo de pensamento de estruturação dualista que reduz a vida (ou alguns de seus aspectos) a pares antagônicos irreconciliáveis, tipo: direita/esquerda, corpo/mente, reacionário/progressista, belicista/pacifista, fiel/infiel, capitalista/comunista, individualismo/coletivismo, branco/negro, ariano/judeu, raça superior/raça inferior, objetivo/subjetivo e assim por diante. "É evidente que não se pode deixar de reconhecer a existência daquilo que cada um desses pares antitéticos nomeia, mas o pensamento maniqueísta vai além na medida em que considera que um lado deve destruir o outro, porque um é Luz e o outro Trevas" (Zusman), um é o Bem e o outro é o Mal.

Por exemplo, a propaganda nazista contra os judeus plantou no inconsciente do povo alemão o que este já continha de preconceito e racismo. Primeiramente, o alemão ariano e cristão tinha herdado a crença de que os judeus eram os assassinos de Cristo e representavam o diabo ou todas as forças do mal, na terra. Assim como Cristo comanda o mundo espiritual, o diabo comanda o mundo material - dinheiro, poder e sexo. Segundo, os judeus foram associados a esses três elementos materiais, principalmente o dinheiro. No período nazista, as crianças alemãs eram educadas para estigmatizar os judeus, com desenhos e histórias associando-os ao mal ou ao diabo. Terceiro, a propaganda nazista foi sistemática contra os judeus, explorando o simplismo do pensamento maniqueísta. Começaram associando os judeus a traças, piolhos e vermes que "corroíam a economia alemã", em verdade, tal propaganda preparava o espírito coletivo alemão para a chamada "solução final" ou medida "higiênica" de extermínio em massa de todo o povo judeu, segundo análise de Robert Vistrich, da Universidade de Jerusalem.

Outro exemplo, no período da guerra fria, o presidente norte-amearicano, R. Reagan, fazia declarações apontando os soviéticos como a encarnação do demônio. Depois, o Bush pai, fez o mesmo com Saddam Husseim. Hoje, o Bush filho, personifica o Mal em Osama bin Laden e declara em bom discurso maniqueísta de que "quem não está com os EUA, está a favor dos terroristas. Os fundamentalistas islâmicos usam do mesmo maniqueísmo com os norte-americanos, chamando-os de "grande Satã" e Israel de "pequeno Satã". São mais que discursos, são preparativos para ações de destruição do mal em nome do bem. Sendo o maniqueísmo uma simplificação do modo de pensar a vida todo o sistema social que sobre ele se monta é necessariamente dogmático, violento, intolerante e também fadado ao desmoronamento.

DEMOCRACIA

Muita gente pensa que democracia se trata apenas de uma palavra; aliás, é uma das palavras mais pronunciadas no Brasil. DE-MO-CRA-CIA. Eita palavrão danado de bonito! Quer dizer: O Povo (DEMO) no Poder ( CRACIA). Faz parte de qualquer discurso ou trabalho escolar de respeito. Político que se preza, tem que trazer a democracia na ponta da língua. Mas o que mesmo significa democracia, NA PRÁTICA? Nós, brasileiros, estamos engatinhando ainda para saber. Um estudo das Nações Unidas, revelou que sessenta por cento dos brasileiros não sabe o que quer dizer nem a palavra democracia. Faz sentido! 

No Brasil, até bem pouco tempo atrás não sabíamos o que era escolher o Presidente da República! Sabe-se lá o que é isso? É o cúmulo da falta de competência de um povo ( e mais ainda de que o liderava). Bem que a música do Ultrage a Rigor dizia, em um admirável deboche: A gente “não sabemos” escolher presidente, a gente “não sabemos” tomar conta da gente, a gente “não sabemos” nem escovar os dentes, tem “gringo pensando que nos é indigente”. Inútil, “a gente somos inútil.” Olha que até mesmo os erros de português dessa música, (que os autores colocaram propositalmente) confundia a cabeça do povão, que não tinha acesso a educação, à cultura... ( olha o Tiririca aí, gente!)

Esse Brasil vive de paradoxos. Lutamos, lutamos e lutamos para conseguir eleições diretas para presidente e depois que elegemos o primeiro, pintamos a cara e fomos para a rua para tirá-lo do poder. Tem coisas que só acontece aqui no Brasil mesmo. Às vezes, o triste é que ler a Constituição Federal dá vontade de rir. Querem ver? 

"Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. 

Olha outra pérola: "São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social o salário mínimo , fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim."

Do que estávamos falando mesmo? De Democracia?

quinta-feira, 25 de abril de 2013


Diário Oficial Nº. 32008 de 28/09/2011

ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO

LEI N° 7.548, DE 12 DE SETEMBRO DE 2011

Número de Publicação: 288122

Declara como integrante do patrimônio cultural de natureza imaterial do Estado do Pará, a linguagem regional.


A AssemblEia Legislativa do Estado do Pará estatui e seu Presidente, nos termos do § 7º do art. 108 da Constituição do Estado do Pará promulga a seguinte Lei:

Art. 1° Fica reconhecido como patrimônio cultural de natureza imaterial para o Estado do Pará a linguagem regional, nos termos do art. 286, da Constituição do Estado do Pará.

Art. 2° Integra-se ao patrimônio cultural imaterial do Estado do Pará a linguagem regional com as seguintes palavras:

I – pai d’ égua - (excelente);

II – égua – (vírgula do paraense, demonstra a emoção de cada intenção da frase);

III - “é-gu-a” – (poxa vida);

IV – levou o farelo – (se deu mal);

V - pitiú – (cheiro de característica do peixe);

VI – só-te-digo-vai! – (expressão usada pelas mães pra chamar atenção dos filhos, quando não às obedecem);

VII – te acoca – (te abaixa);

VIII – tuíra – (pele ressecada);

IX – mas-como-então? – (explique-me);

X – bora logo! – (se apresse).

Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

PALÁCIO CABANAGEM, GABINETE DA PRESIDÊNCIA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ, EM 12 DE SETEMBRO DE 2011.

DEPUTADO MANOEL PIONEIRO

Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Pará